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Não deixe a guitarra sair de você
David Hepner
 Uma das coisas mais legais que apareceram ultimamente na televisão foi uma propaganda da Kiss FM. Nela, um jovem “possuído” pelo axé e derivados é “exorcizado” por um herói circunspecto e estiloso – de chapéu, sobretudo e guitarra em punhos. Ele toca os riffs de Whole Lotta Love e Foxy Lady para livrar o jovem do “mal” (se você ainda não viu, pode assistir aqui: https://www.youtube.com/watch?v=prKt1SvROfI). No final, surge a frase: “Não deixe o rock sair de você.” Em menos de dois minutos, a peça publicitária expressou o sentimento de muita gente, tanto é que bombou também no Facebook. Mais do que discussões sobre estilos musicais, creio que a propaganda protesta contra a avalanche de “Carnavais” e “Esquentas” que domina os veículos de comunicação de massa no Brasil. Nada contra gêneros como axé, funk carioca, pagode. O problema é o monopólio e o consequente emburrecimento pela falta de opções. A peça descreve isso muito bem. E no papel central do filme da Kiss FM está a guitarra. É o instrumento que representa os séculos 20 e 21, o som elétrico e ruidoso das grandes cidades, a ferramenta musical que traduz a urgência dos tempos atuais, é o som da rebeldia, do inconformismo e da liberdade, um instrumento que pode soar como um trovão ou delicado como seda. A guitarra está ligada diretamente ao rock, o principal gênero musical e movimento cultural que apareceu no século 20, mas está também no âmago do blues, jazz, country, R&B e música brasileira.  O espírito livre e a amplidão sonora da guitarra também se refletem no modo de tocá-la. Não há regras. Você pode tirar som do jeito que quiser. Por isso, à medida que o instrumento foi evoluindo, uma grande quantidade de técnicas apareceu – graças a guitarristas que não tiveram medo de se aventurar pelo imenso potencial da seis-cordas, como Les Paul, Jimi Hendrix, Jeff Beck, Eddie Van Halen e muitos outros. Pensando nessa versatilidade, Marcos Pópolo elaborou uma lição especial com as mais diversas técnicas utilizadas em nosso amado instrumento. São 67 exemplos, incluindo a transcrição de Minueto, de Bach, para demonstrar o two-handed tapping. A guitarra é um universo infinito e, com certeza, ainda há muito a ser descoberto. Portanto, não deixe ela sair de você!   
Matéria completa na Revista Guitar Player 217/Maio de 2014.
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