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ZZ Top
Guilherme Zanini
Fotos: Stephan Solon

Realizei um sonho – eu e todos que estiveram no Via Funchal em qualquer um dos dois shows que o ZZ Top fez em São Paulo. Sem medo de cometer nenhuma espécie de heresia, devo dizer que o power trio texano não é uma banda, mas, sim, uma espécie de religião, que tem como sumo-sacerdote das seis-cordas Billy Gibbons. Seu timbre e pegada são inconfundíveis e o rock and roll deles passa uma sensação única de diversão e alto astral. Poder vê-los ao vivo no Brasil foi uma dádiva para quem ama guitarra, ainda mais ao constatar que estão em plena forma, mesmo após tanto tempo de estrada.

E é literalmente a uma estrada que um show do ZZ Top nos leva. Seus videoclipes com carros hot-rod, guitarras e pernas, nessa ordem, por mais machistas que pareçam, fazem até hoje a felicidade de quem curte rock puro e direto. O show dos caras é uma máquina, que começa com She Got Me Under Pressure, com um  gás incrível. Daí em diante, inicia-se uma verdadeira aula. Gibbons é uma das maiores autoridades em matéria de timbres de guitarra de toda a história do rock. Não afirmo isso levando em conta apenas timbres clássicos ou puristas de guitarra. Ele sempre foi pioneiro na utilização de novas tecnologias.

No final dos anos 1980, a música Rough Boy, por exemplo, foi gravada com um Rockman. É normal ele fazer uso de equipamentos atuais, como os pequeninos amps ZT, quando quer “tirar um barato”. No show do Via Funchal, ele utilizou seis caixas 4x12, sem cabeçotes ou pedais aparentes. As guitarras exclusivíssimas – e muitas vezes bizarras – do carismático e cênico Billy Gibbons sempre abusaram do conceito hot-rod (aplicado tradicionalmente a carros clássicos nos EUA). No show, ele começou utilizando sua Gretsch “Billy Bo”, e foi emocionante ver de perto suas excêntricas guitarras custom (com o baixista Dusty Hill sempre utilizando algum baixo combinando, como manda a tradição do ZZ Top).

Veja a matéria completa na Guitar Player nº 170

Matéria completa na Revista Guitar Player 170/Junho de 2010.
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